Eu e meu grupo estávamos em mais uma reunião de cura.
Tudo transcorria dentro dos padrões. Lá pelo meio da reunião, comecei a sentir algo estranho. Uma inquietação, uma sensação de angústia. Entrei em oração, pedindo ajuda, pois não queria interromper a reunião, dizendo o que estava sentindo. Assim fiquei.Rezava e pedia ajuda, para poder saber o que seria essa sensação. O tempo passava, e eu continuava a me sentir cada vez mais angustiada. Um aperto no coração, a garganta sufocada e entrando num desespero total. Nesse estado, de repente, eu me vi em uma mata. Era mato por todos os lados. Fiquei confusa. Era uma reunião de cura, e eu estava ali, no meio de uma mata fechada.
Pensei... Controlei-me, e fui andando, abrindo caminho pela mata. Não havia nada, olhava para um lado, para o outro e nada, nem casa, nem estrada, nem luz. A única luz que tinha era a da lua, e por sinal estava linda, brilhando muito. Fui andando e cheguei a uma trilha.
Que alivio!
Achei que essa trilha me levaria a alguma casa. Andava e nada. De repente no meio da trilha, vi uma coisa que se mexia no chão. Eu não sabia o que era.Não sabia se era bicho, não dava para perceber direito. Aquilo se mexia devagar. Eu não sabia o que fazer.
E aquela sensação aumentava e a angústia também. Não sei como, a luz da lua clareou e eu pude ver que aquilo no chão era um bebê. Alguém teve ou abortou o bebê e o largou ali.
Ele ainda estava envolto com a placenta, estava todo sujo de terra. Era horrível ver aquilo.
Eu fiquei ali parada em estado de choque.
- MEU DEUS, o que faço!
Nesse instante, no alto, no meio da mata, vi um brilho prateado e azulado.
Aquilo desceu e veio para o chão. Eu gelei!
- MEU DEUS! Uma cobra!
Era uma cobra enorme e grossa. Eu estava apavorada. Nesse estado, eu não tive mais condições de me manter ali sozinha.Voltei desesperada, e acabei interrompendo a reunião;
contando tudo o que estava acontecendo. A mentora do meu Grupo pediu que me acalmasse e solicitou para que todos os membros do grupo mentalizassem e tentassem chegar ao lugar.
Eu me concentrei e cheguei logo. Em poucos instantes e mentora e uma companheira, ali estavam ao meu lado.
Ao olharmos, ficamos estáticas.
Aquela cobra, tinha feito um circulo em volta da criança, e levantava a cabeça bem em frente de nós.
Passado o primeiro impacto, nos controlamos e, entramos em oração, pedindo guarda e proteção para aquela criança.
Eu, que não entendo nada de cobra, depois de muito olhar, achei que aquela tinha alguma coisa diferente.
Ela estava ali e parecia que nos via. Olhando em nossa direção, sem se mover.A cabeça tinha a largura de um palmo. Ela era igual a uma naja. Sua pele era tipo de uma escama, com cores em azul e prata. Com a luz da lua, dava um efeito cintilante muito lindo.
Assim ficamos ali no mato, as três, em fervorosa oração. Eu orava e pedia para que alguém aparecesse. Mas nada acontecia. Aquela sensação não me abandonava.
Até que de repente, a sensação foi mais forte, me oprimindo mais, a angustia chegou ao auge. Durou por alguns minutos e serenou completamente.
Nesse instante a cobra se mexeu, abaixou a cabeça, foi virando para voltar para a mata. E diante de nós, sumiu. A criança havia morrido. Sentimos isso tão claramente.
Ali só estava o corpinho do bebê seu espírito já tinha se retirado.
Como é triste! Negaram-lhe direito a vida.
Senti isso tão profundamente, fiquei arrasada, chorei, chorei muito.
Deus dá a benção de ser Mãe, mas as pessoas têm o livre arbítrio. Aqui tentam passar por cima e acham que estão certas. Porém, do lado de lá é que verão o quanto se errou.
Todos do Grupo sentiram muito. Do lado material não foi possível fazer nada. Mas do lado espiritual, graças a Deus foi feito.
Mais tarde ao final da reunião, veio o nosso mentor espiritual, e nos disse que a nossa ajuda tinha sido de grande valia. Que aquele espírito tinha que reencarnar. Precisava muito dessa volta. Mas a mãe não o queria, não o assumiu. Comprometeu-se ainda mais com o plano espiritual.
Disse também que tudo aquilo que eu tinha sentido, foi passado do espírito do bebê para mim. Encaminharam-me para poder ajudar a fazer a passagem. O espírito necessitava de todo o nosso amor.
E aquela cobra diferente, não era uma qualquer. Era um guardião que precisava ter aquela forma para proteger aquele corpinho. Pois ali no mato, havia animais que poderiam atacá-lo.
O espírito conseguiu receber toda a ajuda necessária do plano espiritual. E, de nós, graças a Deus, recebeu muito amor e orações.
Não sei o que aconteceu comigo, depois dessa passagem. Não vou dizer que gosto de cobras. Mas desde então, passei a vê-las com outros olhos.
Eu acredito que de nada adianta nossas experiências, de quaisquer tipos, se não as compartilharmos com nossos semelhantes. E a Beth, felizmente e para nossa sorte, decidiu nos presentear com as suas. Ela tem uma vibração especial, já nasceu com ela e o que vivencia passa a ser natural, embora parta tudo do divino. Estar com ela, ouvir de seus lábios, ver suas lágrimas de emoção ao narrar algum fato nos faz sentir gratos por Deus ter nos colocado no mesmo século, no mesmo espaço de tempo e com muita coisa em comum.E suas palavras são sempre um convite à reflexão para que nos tornemos melhores e mais evoluídos a cada dia.
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ResponderExcluirObrigada Leda! Sei que você é minha fã! Um grande beijo! Beth!
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