Este relato é
sobre meu sobrinho, que quando criança, entre 4 e 5 anos de idade (1981/82),
apresentava sérios problemas no estômago e no intestino.
Sentia muitas
cólicas e outros problemas gastrointestinais. Um dia com dores muito fortes
precisou ser hospitalizado. Muitos exames foram realizados e no resultado de
uma radiografia, constatou-se que ele tinha na barriga um esbranquiçado em
forma de bola, o que poderia ser vermes enrolados. O médico achava que os
remédios não resolveriam o problema, que aquilo que ali estava não dissolveria
e teria que operá-lo.
Os pais
ficaram muito apreensivos e não quiseram submetê-lo a uma cirurgia, esperavam
ter outra alternativa. Meu sobrinho foi para casa e os dias foram passando e
não havia melhora; o menino continuava com dores.
Sugeri então
que ele fosse comigo a uma reunião espírita de cura, pois eu frequentava essa
reunião.
A mãe aceitou,
mas o pai não... Mas depois, aos poucos, não se opôs ao menino ir à reunião
espírita de cura. Então, eu, meu marido, minha cunhada, meu sobrinho e minha
sogra, todos fomos à reunião. Lá chegando, a reunião teve seu início como de
costume. Após os trabalhos regulares,
realizaram um atendimento especial para ele.
Os médiuns já
sabiam do problema e fizeram, com antecedência, uma preparação especial para a
realização daquele trabalho. Era uma criança, não sabiam o que iriam encontrar
e não poderiam deixar nada atrapalhar.
Colocaram um
lençol branco no chão, no qual ele se deitou. Ficou quietinho, parecia que ele
sabia tudo o que iria acontecer. Começaram os trabalhos e ele quietinho...
A mentora, então,
conversou com ele e disse que não tivesse medo. Que ele iria sentir um
formigamento pelo corpo, mas que seria normal, que não se mexesse, pois não
iria demorar. Ele entendeu e ficou quietinho, de barriga para cima, sobre o
lençol com os braços esticados; ele estava tranquilo.
A mentora ainda
explicou que no braço direito ele iria sentir uma picada, pois iria receber uma
transfusão de sangue. Ele sentiu a
picada e disse:
- Senti a
picada, está subindo pelo meu braço, descrevendo o que sentia. Dizia que passou
pela cabeça, desceu para o braço e para as pernas.
Todos os
médiuns estavam envolvidos e concentrados no trabalho e a energia era muito
forte. Meu sobrinho era um anjo! Respondia a tudo com muita pureza. O ambiente
estava sublime, envolvia muita paz. Então, uma médium se levantou, chegou até
ele, se ajoelhou bem ao seu lado, e, ele continuava quietinho sem se mexer. A
médium abaixou a cabeça na altura da barriga e chupou. Chupou forte a barriga
dele, e ele quieto. Ela se levantou e saiu rápido para o banheiro. Lá na sala,
onde estávamos, ouvíamos o barulho dos vômitos. Ela vomitou várias vezes. E,
meu sobrinho permanecia deitado e relaxado!
A reunião
continuou até o final dos trabalhos. Todos ficaram apaixonados por ele, a
maneira que se comportou, como reagiu, sendo que era a primeira vez que ele participava
de uma reunião de cura. A recepção dele foi plena e total, em todos os aspectos.
Foi maravilhosa!
Depois veio a
explicação. Durante a reunião foi realizada uma pesquisa e durante essa
pesquisa visualizou-se uma encarnação passada do meu sobrinho. Nessa encarnação
passada, ele desencarnou junto com um amigo. Os dois morreram amarrados em forma
de X num deserto, foram deixados a morrer expostos ao sol. E nessa situação, os
dois prometeram que voltariam e viveriam de novo juntos, que seriam amigos para
sempre. Só que isso não aconteceu. Na encarnação atual meu sobrinho voltou e o
amigo não, por esse motivo o outro não se conformava e ao seu modo cobrava o
meu sobrinho.
E aquela dor
no estômago e no intestino que ele sentia era a vibração de uma cobra
esbranquiçada, comprida e fina, que se enrolou e se alojou entre o estômago e o
intestino, na outra encarnação, e, ficou ali quando ele morreu amarrado no
deserto.
Essa vibração
interferia em sua vida atual, por isso, foi preciso essa reunião especial para
retirar tudo. Após essa explicação, tudo ficou mais claro. Eu sempre estranhei
algumas atitudes do meu sobrinho, mas nunca levei para o lado espiritual. Uma delas era quando meu sobrinho conversava
com o amigo imaginário; ele se sentava de pernas cruzadas e ficava conversando
por longo tempo, depois dormia, e isso acontecia quase sempre à noite.
Durante essas
conversas sua mãe tentava entender, mas não conseguia, ele falava outra língua
e quando ele sentava em uma poltrona ou sofá (isso era o que mais me chamava à
atenção) era sempre com os braços e as pernas abertas, esticadas, em forma de
X.
Bem... Agora
foi tudo explicado...
Uma semana
após a reunião, minha cunhada voltou ao hospital e fizeram nova radiografia.
Desta vez não havia nenhuma bola esbranquiçada, tinha sumido. O médico ficou
espantado, não sabia o que dizer. Não sabia justificar a diferença entre as
radiografias.
Depois dessa
reunião de cura a vida do meu sobrinho mudou. Não aconteceram mais as conversas
com seu amigo imaginário, este sumiu. E graças à ajuda espiritual ele não
precisou mais ser operado, e nunca mais teve problemas de intestino e de estômago,
comia muito bem; bem até demais. E, eu me senti muito feliz por ter
participado dessa reunião tão maravilhosa...
Beth