quinta-feira, 24 de abril de 2014

A CURA FÍSICA E ESPIRITUAL

Este relato é sobre meu sobrinho, que quando criança, entre 4 e 5 anos de idade (1981/82), apresentava sérios problemas no estômago e no intestino.
Sentia muitas cólicas e outros problemas gastrointestinais. Um dia com dores muito fortes precisou ser hospitalizado. Muitos exames foram realizados e no resultado de uma radiografia, constatou-se que ele tinha na barriga um esbranquiçado em forma de bola, o que poderia ser vermes enrolados. O médico achava que os remédios não resolveriam o problema, que aquilo que ali estava não dissolveria e teria que operá-lo.
Os pais ficaram muito apreensivos e não quiseram submetê-lo a uma cirurgia, esperavam ter outra alternativa. Meu sobrinho foi para casa e os dias foram passando e não havia melhora; o menino continuava com dores.
Sugeri então que ele fosse comigo a uma reunião espírita de cura, pois eu frequentava essa reunião.
A mãe aceitou, mas o pai não... Mas depois, aos poucos, não se opôs ao menino ir à reunião espírita de cura. Então, eu, meu marido, minha cunhada, meu sobrinho e minha sogra, todos fomos à reunião. Lá chegando, a reunião teve seu início como de costume.  Após os trabalhos regulares, realizaram um atendimento especial para ele.
Os médiuns já sabiam do problema e fizeram, com antecedência, uma preparação especial para a realização daquele trabalho. Era uma criança, não sabiam o que iriam encontrar e não poderiam deixar nada atrapalhar.
Colocaram um lençol branco no chão, no qual ele se deitou. Ficou quietinho, parecia que ele sabia tudo o que iria acontecer. Começaram os trabalhos e ele quietinho...
A mentora, então, conversou com ele e disse que não tivesse medo. Que ele iria sentir um formigamento pelo corpo, mas que seria normal, que não se mexesse, pois não iria demorar. Ele entendeu e ficou quietinho, de barriga para cima, sobre o lençol com os braços esticados; ele estava tranquilo.
A mentora ainda explicou que no braço direito ele iria sentir uma picada, pois iria receber uma transfusão de sangue.  Ele sentiu a picada e disse: 
- Senti a picada, está subindo pelo meu braço, descrevendo o que sentia. Dizia que passou pela cabeça, desceu para o braço e para as pernas.
Todos os médiuns estavam envolvidos e concentrados no trabalho e a energia era muito forte. Meu sobrinho era um anjo! Respondia a tudo com muita pureza. O ambiente estava sublime, envolvia muita paz. Então, uma médium se levantou, chegou até ele, se ajoelhou bem ao seu lado, e, ele continuava quietinho sem se mexer. A médium abaixou a cabeça na altura da barriga e chupou. Chupou forte a barriga dele, e ele quieto. Ela se levantou e saiu rápido para o banheiro. Lá na sala, onde estávamos, ouvíamos o barulho dos vômitos. Ela vomitou várias vezes. E, meu sobrinho permanecia deitado e relaxado!
A reunião continuou até o final dos trabalhos. Todos ficaram apaixonados por ele, a maneira que se comportou, como reagiu, sendo que era a primeira vez que ele participava de uma reunião de cura. A recepção dele foi plena e total, em todos os aspectos. Foi maravilhosa!
Depois veio a explicação. Durante a reunião foi realizada uma pesquisa e durante essa pesquisa visualizou-se uma encarnação passada do meu sobrinho. Nessa encarnação passada, ele desencarnou junto com um amigo. Os dois morreram amarrados em forma de X num deserto, foram deixados a morrer expostos ao sol. E nessa situação, os dois prometeram que voltariam e viveriam de novo juntos, que seriam amigos para sempre. Só que isso não aconteceu. Na encarnação atual meu sobrinho voltou e o amigo não, por esse motivo o outro não se conformava e ao seu modo cobrava o meu sobrinho.
E aquela dor no estômago e no intestino que ele sentia era a vibração de uma cobra esbranquiçada, comprida e fina, que se enrolou e se alojou entre o estômago e o intestino, na outra encarnação, e, ficou ali quando ele morreu amarrado no deserto.
Essa vibração interferia em sua vida atual, por isso, foi preciso essa reunião especial para retirar tudo. Após essa explicação, tudo ficou mais claro. Eu sempre estranhei algumas atitudes do meu sobrinho, mas nunca levei para o lado espiritual.  Uma delas era quando meu sobrinho conversava com o amigo imaginário; ele se sentava de pernas cruzadas e ficava conversando por longo tempo, depois dormia, e isso acontecia quase sempre à noite.
Durante essas conversas sua mãe tentava entender, mas não conseguia, ele falava outra língua e quando ele sentava em uma poltrona ou sofá (isso era o que mais me chamava à atenção) era sempre com os braços e as pernas abertas, esticadas, em forma de X.
Bem... Agora foi tudo explicado...
Uma semana após a reunião, minha cunhada voltou ao hospital e fizeram nova radiografia. Desta vez não havia nenhuma bola esbranquiçada, tinha sumido. O médico ficou espantado, não sabia o que dizer. Não sabia justificar a diferença entre as radiografias.
Depois dessa reunião de cura a vida do meu sobrinho mudou. Não aconteceram mais as conversas com seu amigo imaginário, este sumiu. E graças à ajuda espiritual ele não precisou mais ser operado, e nunca mais teve problemas de intestino e de estômago, comia muito bem; bem até demais. E, eu me senti muito feliz  por  ter participado dessa reunião tão maravilhosa...
Beth



quarta-feira, 23 de abril de 2014

SOCORRO A DISTÂNCIA

Não me recordo exatamente da data em que essa passagem aconteceu, mas foi no começo da década de 90. Eu estava no meu trabalho, era por volta das 15 horas, estava aguardando para começar a cortar o cabelo de uma cliente, quando o telefone tocou. Era minha mãe, ela estava nervosa e disse:
- Filha, eu não estou me sentindo bem, estou com falta de ar, tonta e com aperto no peito, acho que vai acontecer alguma coisa comigo.
O meu local de trabalho era muito distante de minha casa. Eu não tinha carro e levaria quase uma hora de ônibus para chegar. Às vezes minha mãe tinha tonturas e precisava se deitar, depois melhorava e passava. Mas naquele dia senti algo mais sério. Minha mãe nunca ligava para o meu trabalho, muito menos para dizer que não estava bem, se ela ligou, era porque realmente estava passando mal. 
Mesmo sabendo que eu não poderia ir para casa naquele momento, disse a ela:
- Mãe, se acalme tudo vai ficar bem. Vá para o seu quarto, pegue o frasco de álcool, passe na testa, na nuca, no pescoço, nos braços, nas pernas e nos pés; passe bastante. Fique deitada na cama e reze; peça ajuda para a corrente médica, que eu também vou rezar daqui, e a senhora vai melhorar, tudo vai ficar bem.
Ela concordou e pediu que eu rezasse bastante por ela. Desliguei o telefone, mas fiquei com o peito apertado, estava muito preocupada. Senti que a situação era realmente séria. Voltei para minha cadeira, pois a cliente já estava preparada para o corte de cabelo. Comecei a cortar e disse à cliente:
- Você não se importa se eu não conversar com você? Era minha mãe ao telefone, ela não está bem e eu queria rezar por ela.
A cliente disse que eu ficasse a vontade, e se eu quisesse parar, para ela estaria tudo bem. Mas continuei cortando o cabelo e comecei a rezar; mentalizei minha mãe no quarto deitada na cama e fui rezando com essa imagem na mente. De repente eu me vi de pé, aos pés da cama dela. Ela estava deitada de barriga para cima, o frasco de álcool estava no chão ao alcance das mãos, e percebi então, que ela tinha passado o álcool direitinho. Fiquei ali aos seus pés, olhando para ela e percebi que ela estava rezando. Permaneci ali, somente me curvei um pouco e coloquei as palmas das mãos na sola de seus pés.
Ao encostar as mãos, mentalizei muita energia entrando pelos seus pés. Concentrei-me na luz verde - energia vital (para mim)-, e essa luz verde entrando por suas veias, percorrendo suas pernas, passando por todos os seus órgãos, pelos braços, indo para o pescoço e a cabeça, envolvendo todo seu corpo. Fiz o percurso todo. Durante esse percurso senti um forte calor, minhas mãos ficaram muito quentes. Quando terminei, imediatamente me senti no meu local de trabalho, dando os últimos retoques no corte de cabelo.
Isso tudo foi tão natural que a cliente não percebeu, e na verdade nem mesmo eu percebi. Sinceramente, eu nem me lembrava de como eu tinha cortado aquele cabelo. Parecia que tinham me colocado no piloto automático, e fui cortando até terminar. Só que, quando voltei, não fiquei surpresa de ter “terminado” o corte. Parecia tudo normal.
Terminei de atender a cliente, conversamos, ela gostou, e eu a agradeci pela compreensão e ela saiu satisfeita. Comecei a arrumar meu material, pois já estava aguardando outra cliente, quando minha mãe ligou.
- Filha, estou ligando para você ficar tranquila, aquele mal estar já passou, eu fiz tudo o que você mandou. Depois de um tempo, que eu estava deitada, comecei a sentir um calor tão forte que entrava pela sola dos pés, e foi para o corpo inteiro, parecia que tinha alguém colocando as mãos na sola dos meus pés, aí fui ficando melhor e passou tudo.
Eu fiquei pasma, minha mãe descreveu tudo aquilo que eu tinha mentalizado, ela até sentiu as minhas mãos. E, pasma do jeito que eu estava no momento, nem sabia o que dizer a ela; então disse:
- Que bom mãe! Reze e agradeça aos médicos da corrente médica, eles te ajudaram. Eu não vou demorar, vou chegar mais cedo.
Desliguei o telefone e fiquei pensando em tudo. Senti uma sensação de alivio por ela estar bem, e ao mesmo tempo agradecida, porque eu sei que isso não aconteceu por minha causa, e sim pela ajuda do Plano Espiritual.

Beth