terça-feira, 1 de maio de 2012

Minha Descoberta


Começava mais um dia, só que era um dia especial. Era sete de julho de 2007, nesse dia às 8h15 iria se formar uma rede mundial, que trabalharia no envio de energia em favor da Mãe Terra.
Tive conhecimento dessa rede, por meio de uma amiga muito especial, e nesse dia, exatamente nesse horário, eu me coloquei em estado de oração e meditação. Meu tempo era curto; eu não poderia participar o tempo integral da corrente, pois tinha que trabalhar. Até pensei em me atrasar...
Fiquei então, concentrada e mentalmente comecei a ver a Terra. Em minha mente a imagem parecia a tela de uma televisão. Vi as montanhas, o mar, as matas, os rios, as flores, as arvores, os pássaros; eu via toda a natureza, com toda sua beleza!
Era um filme maravilhoso; imagens coloridas e ricas em detalhes e em movimento: era fascinante!
De repente parei e estava no meio da natureza; eu estava entre a vegetação, na mata. Olhei para o chão, bem perto dos meus pés começou a se formar um vórtice em sentido horário, que foi se aprofundando para o centro da terra.
Eu ali parada bem na beiradinha do vórtice, continuava a olhar e então comecei a impor as mãos para o buraco que se formava. A energia em volta do buraco era linda. Muitas luzes, muitas cores; era tão rápida a velocidade que aquilo rodava – que eu fiquei como que hipnotizada.
As cores davam um efeito multicolorido que eu nem sei como descrever. Foi maravilhoso. E nesse estado – de repente – eu não estava mais ali e sim no espaço. Isso mesmo, no espaço! Eu flutuava fora da Terra e a via ao longe.
Por volta do ano 2000 eu comecei a ter uma visão diferente da Terra. Sempre que tentava meditar – quando começava a me concentrar-, eu me via fora da Terra, me via no espaço. Via-me parcialmente – eu sabia que estava lá, mas não via meu corpo. O máximo que eu via ou sentia, era o meu rosto! Era assim que eu me via. E assim, por vários anos, eu saia e via a Terra. Mas, tem outro detalhe: a visão da Terra era sempre na perspectiva do meu lado esquerdo. O planeta Terra estava sempre a minha esquerda e até hoje não sei porque!
Nesse dia não foi diferente – do nada eu estava lá, vi o planeta Terra e como sempre me emocionei, como sempre chorei...Foi tudo igual.
Com o passar de alguns minutos, para minha surpresa, o que eu vi me deixou tão feliz, que chorei... (e ao relembrar agora escrevendo chorei também).
O que vi foram as minhas mãos! De repente eu estava com os braços e as mãos estendidas passando energia para a Terra. Foi uma emoção única... Mas emoção maior deu-se alguns segundos depois: eu com minhas mãos em forma de concha e de cada palma das mãos saíam focos de luz que iam em direção a Terra.
- Meu Deus! A luz que saía do centro de cada palma das mãos parecia um holofote, uma luz fortíssima e brilhante. Quanta emoção... Meu coração batia rápido, eu estava toda acelerada, não cabia em mim, era muita coisa boa acontecendo...
Mas não acabou aí; alguns segundos mais formaram-se ao meu lado e ao redor da Terra vários focos de luz, iguais aos que saiam das minhas mãos. Havia outras pessoas, como eu, fazendo a mesma coisa, naquele mesmo lugar – só que eu não as via. Foi maravilhoso! Nunca vou esquecer essa imagem!
Gostaria de saber pintar para passar para a tela essa imagem. Gostaria também, que muitas pessoas partilhassem dessa visão, que realizassem essa mentalização e projetassem conscientemente essa luz para a Terra.
Na minha visão os focos de luz se tornaram um circulo muito forte e eu sentia não só a energia direcionada a Terra, mas também a que fluía ao redor do circulo. Foi uma sensação inigualável.
Assim fiquei mais alguns segundos, e voltei a mim, e logo em seguida voltei ao trabalho.
Fiquei meio zonza, parecia que estava levitando; levei alguns minutos até voltar ao estado normal...
Essa experiência foi muito marcante, e depois de muito pensar, acho mesmo, que nada é por acaso.
Anos seguidos eu me projetei no espaço fora da Terra, tendo aquela visão maravilhosa do planeta, e somente um dia, uma vez houve a união e o circulo com outras pessoas, que eu acredito, assim como eu tiveram o mesmo cursinho!!!
Beth

A Moça....


Era madrugada, por volta das quatro horas da manhã. Estava dormindo, quando acordei sentindo uma presença! Abri os olhos e vi aos pés da minha cama, uma moça e um homem muito alto. Fechei os olhos, esfreguei as mãos neles, achando que estava sonhando. Não estava. Ali, aos pés da cama continuava a moça e o homem.
A moça era de estatura baixa, estava vestida com uma blusa colada no corpo, uma saia curta e um colete comprido chegando aos quadris; dava a impressão que era de couro; toda a roupa era escura; não consegui definir o tom. O cabelo era curto, tipo chanel, com as pontas bem desfiadas e espetadas; usava uma maquiagem forte. Parecia ser uma roqueira ou gótica.
         Ela andava de um lado para o outro, olhando para baixo, como se estivesse procurando alguma coisa. Eu tinha certeza que ela não me via, e nem sabia que estava em uma casa. O homem estava atrás dela. Eu sabia que era um homem, mas não via o seu rosto; ele era muito alto. Na posição em que ele estava - bem encostado ao guarda-roupa - o que seria a cabeça dele, chegava quase no maleiro. Ele não estava vestido com roupas iguais às que usamos. Usava uma túnica clara. Estava imóvel.
         No começo da visão, achei que os dois estavam juntos, que eram companheiros, mas depois notei que a moça também não percebia a presença dele. A moça continuava a andar de um lado para o outro, como que à procura de algo que não achava. De repente ela foi para o lado de porta do quarto e não apareceu mais.
         O homem continuava imóvel e de repente, uma luz bem pequena percorreu todo o contorno de seu corpo. Como no filme “Jornada nas Estrelas”, quando faziam o tele transporte, o corpo dele começou a desaparecer, devagar foi sumindo, sumindo... Sumiu.
Fechei os olhos e adormeci. Acordei no horário de sempre, às 6h30. Levantei, e me lembrava, muito bem, do ocorrido. Tomei café e fui trabalhar.
         Durante o dia vinha, constantemente, em minha mente o acontecido. Por que aquela moça estava em casa? O que ela queria? O que procurava? Quem era aquele homem? Estava mesmo com ela? Por que eu não via o seu rosto? Ele aparentemente não tinha nada a ver com ela. Eram muitas perguntas; perguntas sem respostas.
         Era a primeira vez que eu via alguma coisa em casa. Depois que fui morar no apartamento, não tinha acontecido nenhuma visão. Algum significado tinha aquela aparição. Só que eu não sabia qual. Fiquei com aquela imagem na cabeça o dia todo.
         À noite, depois do lanche, quando estava escovando os dentes, minha ficha caiu... Aquele homem não era companheiro dela. Aquele homem, sem cabeça (cabeça que eu não via) era um mentor! Ele a levou em casa, ele estava protegendo-a.  De repente, a ideia ficou clara, era isso. Só poderia ser isso!
         Eu me arrumei e fui para minha reunião, pois todas quartas feiras têm meu compromisso espiritual. Chegando à reunião, tudo correu normalmente, quase no final, pedi para contar o que havia me acontecido, pois durante o dia a imagem daquela moça, seu jeito, me passa que ela era viciada ou drogada, que talvez tivesse tido uma overdose.
         Contei com detalhes do ocorrido e o que eu tinha sentido; quase no final comecei a passar mal, a sensação que eu tinha era de um “João Bobo”; parecia que eu caia para frente com o rosto no chão e voltava. Era um mal estar muito grande. Aí.. não era mais eu... era outra... a moça!
         A mentora do meu grupo, como sempre a ajudou. Conversou com ela; a moça não sabia de nada, do que tinha acontecido com ela; esteve numa festa de embalo. Ela nem sabia naquele momento, onde estava. O excesso de drogas fez com que ela fizesse a passagem. Uma moça bonita, nova, deveria ter uns vinte e dois anos; as companhias e as drogas tinham vencido. Mais uma vida estava jogada fora...
         Assim como essa moça, quantos e quantos jovens se encontram nessa situação. Acho que não retornam. É uma pena... A falta de estrutura familiar, a falta de amor, de carinho com os filhos, pois os pais não têm tempo. Mas precisam dar esse amor; tem que dizer que os amam e que os filhos são muito importantes para eles.. Os filhos têm que saber! Pois sentindo amor, eles sentirão confiança, e com isso, qualquer dificuldade será resolvida mais facilmente.
         Todos os jovens deveriam ter conhecimento do quanto eles são importantes, e que eles assim - como todos nós, temos algo muito valioso dentro de nós. Basta ter conhecimento de que esse bem valioso existe, pois assim, com esse conhecimento poderão ativar, a qualquer hora, em qualquer momento; basta querer. Esse algo importante é a “Centelha Divina”, a força de poder que todo ser humano tem, mas que poucos conhecem: Centelha que nos impulsiona ao infinito. E quando há essa conexão, conseguimos nos conectar física e mentalmente, restabelecendo toda harmonia; isto quer dizer, nunca estamos sozinhos. Os jovens que têm amor, não chegam ao ponto que essa moça chegou...
         Voltando ao ocorrido. Agora eu sei, graças àquele mentor, que eu tive a visão. Ela realmente foi levada à minha casa, eu precisava ver; precisava pensar nela o dia todo... Esse era o caminho para, à noite, ela ter condições de ser levada à reunião, de pedir e aceitar ajuda.
A moça, depois de amparada, começou a chorar, pediu e aceitou ajuda... Todos do grupo ficaram tristes pelo ocorrido com a moça. Mas felizes por esse mentor que pôde trazer essa moça até a nossa reunião e pôde se conscientizar da nova vida que estava prestes a começar.
         Ao partir, a moça sabia que ia ser tratada em um hospital e que teria muito amor e apoio. Partiu agradecendo.
         Depois que ela partiu, eu ainda fiquei com certo mal estar. Mas logo conseguimos eliminar tudo. Ao terminar a reunião, todos nós fizemos uma oração em conjunto, em intenção dessa moça.
         Lembrarei sempre dela; nem o nome ela sabia... não lembrava, é uma pena.
         Em todo esse acontecimento, tem um fato que me faz pensar-  a primeira vez que vi um mentor espiritual, também vi o corpo todo com a túnica branca; ele estendeu a mão e eu senti sua mão gordinha; senti carinho e confiança. Me senti muito bem, embora não visse seu rosto. Não vi e não fez falta, para mim era normal. Agora com esse outro mentor, aconteceu a mesma coisa. É estranho, não é?
         Sei que o rosto dos dois existe, só que ainda não foi me permitido ver.. só isso... Espero poder sempre ajudar, de uma maneira ou de outra....
Beth

Só Deus Sabe

          Foi por volta de 1970, na época eu estava com 19 anos, quando me aconteceu esta experiência que se tornaria maravilhosa. Eu morava em casa geminada e, mudara uma família para a casa junto a minha. Era uma família sem ocupação definida. Eles davam muitas festas, vinham muitas pessoas e ficavam até altas horas da madrugada. Em muitas tardes também se reuniam; tocavam violão, tambor, cantavam junto com a vitrola, tocavam em alto volume. Era uma anarquia. Não tinham hora para tocar, não tinham respeito pelos vizinhos, e nem por eles mesmos, pois, muitas vezes, brigavam e se agrediam.
A vida dos moradores das imediações mudou, não tínhamos tranquilidade. A vida ficou terrível. Eu ainda saia de casa para trabalhar, porém, minha mãe, coitada, ficava o dia inteiro em casa. Chegou a tal ponto que, ela não aguentava mais ouvir o barulho, nem a música. Ficou tão descontrolada, que um dia quando cheguei em casa depois do trabalho, encontrei-a batendo com a cabeça na parede da cozinha e, dizia: - quero morrer, quero morrer. Não consigo mais viver deste jeito. Eu a segurei e com muito custo consegui acalmá-la. Fiquei desesperada. Como eu iria fazer? Precisava trabalhar e tinha receio que ela cometesse uma loucura.
O desespero aumentava porque muitas vezes ela dizia: - Qualquer dia desses vou à praia, vou mar adentro até me afogar, assim acaba tudo. Eu não tinha mais sossego, não sabia mais o que fazer.
Um dia chamei o meu vizinho até minha casa, expliquei-lhe o que estava acontecendo. Disse-lhe que tudo o que eles diziam em sua casa era ouvido nitidamente por nós. Pedi pelo amor de Deus que eles parassem ou diminuíssem a frequência com que tocavam, porque minha mãe poderia vir a cometer uma loucura. Ele prometeu que iria moderar, mostrou consideração, porém foi só nessa hora, depois não houve mais jeito. Eu e os moradores da rua fizemos um abaixo assinado, fomos à delegacia dar queixa; não teve jeito.
Muitas vezes eu saia de casa às 23h30, ligava para a policia; eles diziam que iriam até o local. Às vezes iam, mas só passavam, não faziam nada. Eu me considerava perdida.
À noite, na hora de dormir, tínhamos que colocar algodão no ouvido, para diminuir um pouco o som. Eu rezava, chorava, implorava a Deus para que eles parassem, porém dia após dia, era tudo igual.
Saía para trabalhar com o coração na mão. Ao retornar para casa, procurava minha mãe e só ao vê-la eu sossegava, era um tormento.
         Eu não tinha pai, ele falecera quando eu tinha 11 anos. Tinha dois irmãos casados, eles cuidavam de suas vidas e de seus compromissos; eu não podia contar com eles. Eu só tinha minha mãe, que era tudo para mim, se a perdesse não sei o que seria de mim. Foi nessa angústia total, após cinco anos, que Deus com pena de mim, mandou-me a Luz.
         Numa noite ao chegar em casa, depois do trabalho, percebi que a casa do vizinho estava naquela bagunça: o som da vitrola nas alturas, o pessoal cantava e batucava junto com o som, gritavam, batiam palmas; um caos completo.
         Fomos jantar e tentamos ver televisão. Mais tarde fomos dormir. Eu e minha mãe dormíamos juntas eu não tinha coragem de deixá-la dormir sozinha.  Ao menor movimento eu acordava e lhe atendia no que fosse preciso. Naquela noite eu estava desesperada. Rezei, pedi a Deus, pedi aos guias de luz, ao meu Anjo de Guarda, pedi a todos que eu sabia; eu não conseguia dormir.
Não sei quantas horas se passaram, eu estava deitada de barriga para cima. De repente, no meio de minhas súplicas, eu comecei a flutuar. Meu corpo flutuava na horizontal, eu já estava no meio da altura do quarto, quando olhei para baixo e vi na cama meu corpo deitado. Entendi e não fiquei com medo. Sabia que na cama estava o meu corpo de carne e o que flutuava era outro corpo. O corpo do meu espírito.
         Ao olhar para cima, vi um senhor que me transmitiu muita paz. Era um carinho como se fosse de pai. Eu me sentia tão amparada, tão protegida, como há muito eu não me sentia. Ele era forte, claro, usava uma túnica toda branca com manga comprida, larga no pulso. Eu o via, porém sua fisionomia tinha uma pequena névoa que não deixava perceber todos os traços do seu rosto. Mas eu me identificava totalmente com ele. Em um movimento ele me estendeu a mão. Eu me ergui na vertical e lhe atendi prontamente. Passei pela laje do quarto, passei pelo telhado. Estava no céu. Vi toda minha cidade de Santos.
         Vi toda a Ponta da Praia, toda orla, a areia, até a ilha Porchat, todo o cais (era estranho, ao olhar parecia-me uma lente, pois tudo que eu via estava perto de mim, porém eu estava muito longe).
         O senhor ao meu lado nada fez. Deixou que eu admirasse tudo, deu-me um tempo até passar minha a euforia. Ele não falava, mas eu sabia tudo o que ele queria me dizer. Vinha tudo a minha mente.
         Quando já me encontrava refeita, ele fez uma menção com a mão direita e mostrou-me a casa geminada ao lado da minha. Olhei para a casa - de repente vi como se não tivesse telhado, parecia aquela casa de boneca, em que se veem todos os cômodos, olhando por cima. Em um dos quartos estava o pessoal da casa; uns sentados na cama, outros no chão. Um tocava violão, outro tambor. As aparências deles eram muito esquisitas. Olhares parados, movimentos de robôs, pareciam que estavam drogados. Era uma imagem deprimente. Esta imagem me tocou profundamente o coração, fiquei muito triste.
         O Senhor então me disse: - Filha, eles não tem nada para oferecer. Eles são tão pobres de espírito! Aquilo me chocou profundamente. Naquele instante eu entendi que, eu sim é que deveria ajudar.
         O que aconteceu em seguida, eu não me lembro. Só me lembro de voltar para o meu quarto, flutuar na horizontal e ir voltando devagar para o meu corpo. Lembrei-me de tudo que me havia acontecido, jamais esqueci. Desse dia em diante, passei a rezar muito pelos meus vizinhos. Toda hora que me lembrava, rezava.
         Acho que eles jamais teriam condições de atender a qualquer pedido do tipo que eu lhes havia feito. Quando eles entravam naquele transe, não tinham nenhuma condição de saber o que faziam ou percepção de como ficavam. Nesses momentos estavam totalmente possuídos.
         Mas, a partir dessa experiência maravilhosa, eu e minha mãe, com orações e a ajuda que recebemos das forças espirituais, soubemos ir vivendo com mais controle e menos aflição, pois sabíamos que nunca estávamos sozinhas. Eles ainda moraram mais dois anos ao nosso lado.
No fim, as festas foram diminuindo e as reuniões também. Os amigos se afastaram; tudo mudou. Eles não tinham mais como se manterem e foram despejados.
         Um dia, quando cheguei do trabalho, soube que eles haviam se mudado. Quem sabe, eu tinha algum resgate a cumprir, durante esses sete anos!
SÓ DEUS SABE!
Beth