quarta-feira, 23 de abril de 2014

SOCORRO A DISTÂNCIA

Não me recordo exatamente da data em que essa passagem aconteceu, mas foi no começo da década de 90. Eu estava no meu trabalho, era por volta das 15 horas, estava aguardando para começar a cortar o cabelo de uma cliente, quando o telefone tocou. Era minha mãe, ela estava nervosa e disse:
- Filha, eu não estou me sentindo bem, estou com falta de ar, tonta e com aperto no peito, acho que vai acontecer alguma coisa comigo.
O meu local de trabalho era muito distante de minha casa. Eu não tinha carro e levaria quase uma hora de ônibus para chegar. Às vezes minha mãe tinha tonturas e precisava se deitar, depois melhorava e passava. Mas naquele dia senti algo mais sério. Minha mãe nunca ligava para o meu trabalho, muito menos para dizer que não estava bem, se ela ligou, era porque realmente estava passando mal. 
Mesmo sabendo que eu não poderia ir para casa naquele momento, disse a ela:
- Mãe, se acalme tudo vai ficar bem. Vá para o seu quarto, pegue o frasco de álcool, passe na testa, na nuca, no pescoço, nos braços, nas pernas e nos pés; passe bastante. Fique deitada na cama e reze; peça ajuda para a corrente médica, que eu também vou rezar daqui, e a senhora vai melhorar, tudo vai ficar bem.
Ela concordou e pediu que eu rezasse bastante por ela. Desliguei o telefone, mas fiquei com o peito apertado, estava muito preocupada. Senti que a situação era realmente séria. Voltei para minha cadeira, pois a cliente já estava preparada para o corte de cabelo. Comecei a cortar e disse à cliente:
- Você não se importa se eu não conversar com você? Era minha mãe ao telefone, ela não está bem e eu queria rezar por ela.
A cliente disse que eu ficasse a vontade, e se eu quisesse parar, para ela estaria tudo bem. Mas continuei cortando o cabelo e comecei a rezar; mentalizei minha mãe no quarto deitada na cama e fui rezando com essa imagem na mente. De repente eu me vi de pé, aos pés da cama dela. Ela estava deitada de barriga para cima, o frasco de álcool estava no chão ao alcance das mãos, e percebi então, que ela tinha passado o álcool direitinho. Fiquei ali aos seus pés, olhando para ela e percebi que ela estava rezando. Permaneci ali, somente me curvei um pouco e coloquei as palmas das mãos na sola de seus pés.
Ao encostar as mãos, mentalizei muita energia entrando pelos seus pés. Concentrei-me na luz verde - energia vital (para mim)-, e essa luz verde entrando por suas veias, percorrendo suas pernas, passando por todos os seus órgãos, pelos braços, indo para o pescoço e a cabeça, envolvendo todo seu corpo. Fiz o percurso todo. Durante esse percurso senti um forte calor, minhas mãos ficaram muito quentes. Quando terminei, imediatamente me senti no meu local de trabalho, dando os últimos retoques no corte de cabelo.
Isso tudo foi tão natural que a cliente não percebeu, e na verdade nem mesmo eu percebi. Sinceramente, eu nem me lembrava de como eu tinha cortado aquele cabelo. Parecia que tinham me colocado no piloto automático, e fui cortando até terminar. Só que, quando voltei, não fiquei surpresa de ter “terminado” o corte. Parecia tudo normal.
Terminei de atender a cliente, conversamos, ela gostou, e eu a agradeci pela compreensão e ela saiu satisfeita. Comecei a arrumar meu material, pois já estava aguardando outra cliente, quando minha mãe ligou.
- Filha, estou ligando para você ficar tranquila, aquele mal estar já passou, eu fiz tudo o que você mandou. Depois de um tempo, que eu estava deitada, comecei a sentir um calor tão forte que entrava pela sola dos pés, e foi para o corpo inteiro, parecia que tinha alguém colocando as mãos na sola dos meus pés, aí fui ficando melhor e passou tudo.
Eu fiquei pasma, minha mãe descreveu tudo aquilo que eu tinha mentalizado, ela até sentiu as minhas mãos. E, pasma do jeito que eu estava no momento, nem sabia o que dizer a ela; então disse:
- Que bom mãe! Reze e agradeça aos médicos da corrente médica, eles te ajudaram. Eu não vou demorar, vou chegar mais cedo.
Desliguei o telefone e fiquei pensando em tudo. Senti uma sensação de alivio por ela estar bem, e ao mesmo tempo agradecida, porque eu sei que isso não aconteceu por minha causa, e sim pela ajuda do Plano Espiritual.

Beth

Nenhum comentário:

Postar um comentário