Não me recordo
exatamente da data em que essa passagem aconteceu, mas foi no começo da década
de 90. Eu estava no meu trabalho, era por volta das 15 horas, estava aguardando
para começar a cortar o cabelo de uma cliente, quando o telefone tocou. Era
minha mãe, ela estava nervosa e disse:
- Filha, eu
não estou me sentindo bem, estou com falta de ar, tonta e com aperto no peito,
acho que vai acontecer alguma coisa comigo.
O meu local de trabalho era muito distante de minha casa. Eu não tinha carro e
levaria quase uma hora de ônibus para chegar. Às vezes minha mãe tinha
tonturas e precisava se deitar, depois melhorava e passava. Mas naquele dia senti
algo mais sério. Minha mãe nunca ligava para o meu trabalho, muito menos para
dizer que não estava bem, se ela ligou, era porque realmente estava passando
mal.
Mesmo sabendo que eu não poderia ir para casa naquele momento, disse a ela:
Mesmo sabendo que eu não poderia ir para casa naquele momento, disse a ela:
- Mãe, se acalme
tudo vai ficar bem. Vá para o seu quarto, pegue o frasco de álcool, passe na
testa, na nuca, no pescoço, nos braços, nas pernas e nos pés; passe bastante. Fique
deitada na cama e reze; peça ajuda para a corrente médica, que eu também vou
rezar daqui, e a senhora vai melhorar, tudo vai ficar bem.
Ela concordou
e pediu que eu rezasse bastante por ela. Desliguei o telefone, mas fiquei com o
peito apertado, estava muito preocupada. Senti que a situação era realmente séria. Voltei para minha cadeira, pois a cliente já estava preparada para o
corte de cabelo. Comecei a cortar e disse à cliente:
- Você não se
importa se eu não conversar com você? Era minha mãe ao telefone, ela não está
bem e eu queria rezar por ela.
A cliente
disse que eu ficasse a vontade, e se eu quisesse parar, para ela estaria tudo
bem. Mas continuei cortando o cabelo e comecei a rezar; mentalizei minha mãe no
quarto deitada na cama e fui rezando com essa imagem na mente. De repente eu me
vi de pé, aos pés da cama dela. Ela estava deitada de barriga para cima, o
frasco de álcool estava no chão ao alcance das mãos, e percebi então, que ela
tinha passado o álcool direitinho. Fiquei ali aos seus pés, olhando para ela e
percebi que ela estava rezando. Permaneci ali, somente me curvei um pouco e
coloquei as palmas das mãos na sola de seus pés.
Ao encostar as
mãos, mentalizei muita energia entrando pelos seus pés. Concentrei-me na luz verde -
energia vital (para mim)-, e essa luz verde entrando por suas veias,
percorrendo suas pernas, passando por todos os seus órgãos, pelos braços, indo
para o pescoço e a cabeça, envolvendo todo seu corpo. Fiz o percurso todo.
Durante esse percurso senti um forte calor, minhas mãos ficaram muito quentes. Quando
terminei, imediatamente me senti no meu local de trabalho, dando os
últimos retoques no corte de cabelo.
Isso tudo foi
tão natural que a cliente não percebeu, e na verdade nem mesmo eu percebi. Sinceramente,
eu nem me lembrava de como eu tinha cortado aquele cabelo. Parecia que tinham me colocado no piloto
automático, e fui cortando até terminar. Só que, quando voltei, não fiquei
surpresa de ter “terminado” o corte. Parecia tudo normal.
Terminei de
atender a cliente, conversamos, ela gostou, e eu a agradeci pela compreensão e
ela saiu satisfeita. Comecei a arrumar meu material, pois já estava aguardando
outra cliente, quando minha mãe ligou.
- Filha, estou
ligando para você ficar tranquila, aquele mal estar já passou, eu fiz tudo o que
você mandou. Depois de um tempo, que eu estava deitada, comecei a sentir um
calor tão forte que entrava pela sola dos pés, e foi para o corpo inteiro,
parecia que tinha alguém colocando as mãos na sola dos meus pés, aí fui ficando
melhor e passou tudo.
Eu fiquei
pasma, minha mãe descreveu tudo aquilo que eu tinha mentalizado, ela até sentiu
as minhas mãos. E, pasma do jeito que eu estava no momento, nem sabia o que
dizer a ela; então disse:
- Que bom mãe!
Reze e agradeça aos médicos da corrente médica, eles te ajudaram. Eu não vou
demorar, vou chegar mais cedo.
Desliguei o
telefone e fiquei pensando em tudo. Senti uma sensação de alivio por ela estar
bem, e ao mesmo tempo agradecida, porque eu sei que isso não aconteceu por minha
causa, e sim pela ajuda do Plano Espiritual.
Beth
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